Joan Melé, ao Estadão:

“A América Latina não é um continente

pobre, é um continente rico,

mas em mau estado”

Basado en publicación de Diario Estadão
11 noviembre 2021
Brasil

O promotor da Banca Ética Latinoamericana conversou com o jornal brasileiro O Estado de S. Paulo sobre a expansão regional do grupo financeiro. A seguir, algumas de suas reflexões.

“Desde pequeno os temas sociais me interessam”, diz Joan Melé em entrevista ao jornal brasileiro Estadão. Não se trata de uma frase jogada ao acaso, já que o promotor da Banca Ética Latinoamericana sabe, após percorrer a região por mais de cinco anos, que é na área social onde está parte dos problemas e desafios que o continente enfrenta em termos de equidade e integração.
Segundo ele, a “América Latina não é um continente pobre, mas um continente rico”, ainda que em mau estado, e o que é necessário é o “desenvolvimento de uma economia que gere riqueza para todos e resolva esta desigualdade”.
Essa nova economia a qual ele se refere, e que resolve em parte os problemas de desigualdade que afetam a América Latina, é precisamente o trabalho da Banca Ética na região, e tema do encontro com a jornalista Geovana Pagel. A Banca Ética abriu escritórios de impacto em Buenos Aires, Montevidéu e São Paulo, após sua chegada em Santiago, no Chile, em 2018.
Em São Paulo, Melé conheceu a equipe de especialistas locais e o pipeline de empresas mapeadas, atualmente sob análise de impacto e risco. A expectativa é anunciar os primeiros aportes no país em até dois meses, quando o modelo de negócios será apresentado ao mercado. Joan Melé explica que a ideia de chegar ao Brasil tem a ver com a relevância do país em questões comerciais e econômicas. "Não podemos falar da América Latina sem falar do Brasil. Sempre pensamos no Brasil, México, Colômbia e na Argentina em termos de tamanho, mas São Paulo é a capital financeira e econômica da América Latina”.

?No podemos hablar de América Latina sin hablar de Brasil. Siempre pensamos en Brasil, México, Colombia y Argentina en términos de tamaño, pero São Paulo es la capital financiera y económica de América Latina?.

Consultado por lo que se proyecta hacer en en este país, responde que ?hay sectores que tienen mucho potencial, como el educativo. Así como el universo de la agricultura orgánica, biodinámica, agroforestería y agricultura regenerativa. Brasil ha sido severamente castigado con la deforestación, por eso queremos demostrar que además de ser un buen negocio, podemos regenerar la tierra. Estos son sectores en los que invertimos no sólo porque vamos a ganar dinero. Tendremos que ganar dinero, pero es esta inversión la que necesita el país?.

De todos modos, su diagnóstico es que, al igual que en Brasil, ?la mayoría de los países latinoamericanos necesitan el desarrollo de los sectores sociales, ya que hay muchos barrios marginales?.

A partir de esa afirmación, cuenta que al recorrer algunos lugares del continente se ha encontrado, por ejemplo, con personas que quieren un televisor gigante para ver el partido de Brasil contra Argentina. ?Veo mucha gente de clase media en los centros comerciales comprando de forma descontrolada?, afirma.

Ese fenómeno -dice- hay que combatirlo a través del fomento del consumo responsable, porque ?el consumo irresponsable es una pérdida de libertad?. Al respecto, explica por qué se hace indispensable promover la cultura. ?Siempre miramos las necesidades físicas, pero hay necesidades psíquicas, emocionales y espirituales. La cultura proporciona respuestas para esto?, asevera.

Melé observa que el futuro está en las nuevas generaciones, que, a diferencias de sus padres, ya comenzaron desde hace un tiempo a preguntarse, y buscar respuestas, frente a lo que él formula cada vez que dicta una charla, un seminario o conversa con un medio de comunicación: ¿qué se financia con mi dinero?

A modo de síntesis, explica a Estadão que Banca Ética es un grupo financiero regional que tiene el propósito de conectar el dinero del ?inversor consciente? con empresas con impacto positivo en toda Latinoamérica.

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